A informática e o pensamento computacional são competências valiosas para enfrentar o futuro que está já a chegar muito rapidamente. A formação nestas áreas permite pensar melhor, ajuda a resolver problemas e tende a aumentar o desempenho e as notas a matemática e na área das ciências em geral.

Sempre atenta às novas tendências, a Associação Tempos Brilhantes, está a promover no Algarve e no Alentejo os cursos “Happy Code”, um conceito que nos chega do Brasil. A sua metodologia, assente no conceito global STEAM: Science, Technology, Engineering, Arts and Math, desdobra-se numa variedade de cursos pensados para tempos letivos e também períodos de férias. Os destinatários são crianças e adolescentes com idades entre os 7 e os 17 anos.

Um catálogo, que está sempre em renovação, inclui cursos interativos de programação de computadores, robótica, desenvolvimento de jogos e apps ou a produção de vídeos para o YouTube.

São cursos que encontram uma especial motivação por parte dos mais novos que, já estando rodeados de tecnologia, têm uma natural motivação para aprender como a podem levar ainda mais longe. Como refere Filipe Sebastião, da equipa ATB Algarve, a ideia é que estes “deixem de ser meros recetores de conteúdos e passam a ser também criadores e participantes ativos nesta nova paisagem digital”.

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E esta aposta da ATB nos produtos “Happy Code”, traduz-se já em inúmeras iniciativas muito concretas no terreno. Neste verão de 2018 destacamos algumas.

A parceria com a Camara Municipal de Lagos, que se aliou à ATB para oferecer aos mais novos do concelho cursos de programação “Roblox”, no âmbito do programa das férias escolares.

O curso “A minha primeira APP”, promovido no Município de Reguengos de Monsaraz, no qual os participantes aprenderam a construir aplicações para smart phones.

Ou o workshop sobre “Educação e Cidadania Digital”, realizado no Instituto Politécnico de Beja em parceria com a Geekcase. O convite foi aberto a toda a comunidade educativa e os participantes ficaram a saber mais sobre “as vantagens do uso das tecnologias”, “sugestões sobre a forma como as crianças devem gerir a sua utilização”, “as competências do século XXI” e o atual “enquadramento da literacia digital.”

Filipe Sebastião conta que “tratando-se de um projeto novo, está a ser feito um esforço de sensibilização junto dos encarregados de educação para estas competências que levam mais longe a tradicional abordagem às TIC e o balanço está a ser muito positivo”.

Uma recetividade que se estende já também a um conjunto crescente de parceiros, que estão já a implementar ou irão faze-lo em breve, estas formações sobre as quais haverá mais novidades já em setembro.